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Resenha: Crescendo - Série Hush Hush #2


“Estar com você nunca me pareceu errado. É a única escolha certa que fiz. Você é minha única escolha correta”*




            Depois de morrer de curiosidade sobre como ia continuar a série Hush Hush – O primeiro livro, Sussurro, já foi resenhado e você pode conferir aqui – fui correndo ler o segundo, cujo título é Crescendo (assim como no original - Crescendo), escrito por Becca Fitzpatrick e publicado em 2011, pela Editora Intrínseca.




            Nora e Patch estavam, finalmente, juntos e felizes, até que Nora diz a Patch o que sentia por ele e ele não diz o “Eu também te amo”, que ela esperava ouvir. Então em um ataque de fúria ela termina com ele, achando que é passageiro, mas a partir de então ele começa a se afastar dela e se aproximar de Marcie, a arquirrival de Nora. Deixando uma inconformada e desolada Nora.

“Todo mundo sabe que Patch é encrenca. Ele tem aquela aura de bad-boy que precisa ser salvo, mas o problema é o seguinte: a maioria dos bad-boys não querem ser salvos. Eles gostam de ser maus. Adoram o poder de encher de medo e pânico os corações das mães em toda parte.”*

            Em meio ao término dos dois, um amigo de infância de Nora aparece na trama, Scott Parnell, que trás consigo um passado misterioso, que a protagonista está determinada a desvendar. Além de que estar com Scott, seria uma maneira de provocar ciúmes em Patch, ver se ele ainda se importa com ela.


“Eu não podia suportar a idéia de perder o Patch, mas me mataria se eu o perdesse para ela"*


            Em 288 páginas, Becca remói as dores de Nora de uma maneira excessivamente maçante e insossa -  já achava a protagonista sem sal, no primeiro livro, agora tive que criar um canal para canalizar minha raiva dela. Essas eternas lamentações deixam o livro um pouco chato, afinal se a Nora engolisse um pouco do seu orgulho e tentasse resolver a situação de uma maneira mais madura, umas 180 páginas iriam ser poupadas.  Ficando com uma incongruência com o primeiro volume, pois nele trata Nora como uma menina madura e mais segura de si... o oposto da Nora de Crescendo.

“(...) Os ponteiros ficaram congelados sobre o seis e o doze, parados no momento em que Patch foi embora para sempre.”*




            Um ponto forte continua sendo o lado cômico, que nesse volume vem ainda melhor, com uma Vee – a melhor amiga de Nora – ainda mais espontânea e divertida e um Patch com suas tiradas e respostas prontas, que nos fazem gostar ainda mais do seu estilo canalha.

"’Se você pudesse ver o meu passado apenas tocando minhas costas, seria difícil para você resistir à tentação também’ ‘Eu tenho dificuldade em manter minhas mãos longe de você sem esse bônus’"*

Acho que alguns personagens, como Scott, Marcie, a própria mãe da Nora, entre outros, que foram apresentados a nós neste livro, ou que tiveram um papel mais importante do que em Sussurro, poderiam ter sido mais trabalhados. Pois entram e saem da trama sem um elo significativo com o resto do enredo, além de que, acho que eles são anos luz mais interessantes que Nora, deixa-los mais presentes só iria enriquecer mais a a leitura.

“ – Isso é muito eco-sustentável de você – Vee disse para Marcie- reciclando o velho lixo da Nora”*

            O que me faz ainda querer ler as continuações, além das críticas que já li que dizem que o terceiro livro é fantástico e a escrita fantástica de Becca, foi o final! Achei sensacional, por mim é o que salva o livro, dando uma reviravolta na história, que eu realmente não esperava. Conseguindo atiçar novamente minha curiosidade para saber o que espera  Nora, Patch e seus amigos em Silêncio.




*Tradução Livre

Resenha: Bridget Jones: Louca pelo Garoto


“I like you  very much. Just as you are”


            Assim que vi o livro “Bridget Jones: Louca pelo garoto” (Bridget Jones: Mad about the Boy),  escrito pela Helen Fielding e publicado no Brasil em 2013 pela editora Companhia das Letras, pensei: Finaaalmente vou ler sobre a vida de Bridget e Mark, uma continuação de “O diário de Bridget Jones” e “Bridget Jones: No limite da Razão”. Mas assim que resolvi ler a sinopse já fiquei  inconformada que Mark morre!!! COMO O CARA QUE TODO MUNDO SONHA EM TER MORRE?!?!?!?!  #HelenFieldingAssassina! Tá muito bem, fiquei chateadíssima, mas minha curiosidade era muito maior e fui correndo ler.




Bridget é uma cinquentona, viúva com dois filhos para cuidar e devastada pela morte de seu marido. Mas que contínua exatamente a mesma: bebe mais do que devia, come mais do que queria, não faz nada direito e sempre com meus amigos e sua família, que são pessoas totalmente alopradas,  por perto.


“‘Como estão as crianças? Crescendo?’. ‘Não’, eu disse, me rebelando. ‘Elas ficaram raquíticas por causa da dor e vão ser anãs pelo resto da vida

            14 anos se passaram desde o último livro, e faz 5 anos desde a morte TRÁGICA de Mark, logo de cara temos uma pequena apresentação da vida da Bridget e em seguida voltamos um ano em seu diário para mostrar as mudanças que teve em sua vida: sua saída do luto, a descoberta das redes sociais, suas trapalhadas como mãe-viúva, sua contínua luta com a balança, mas principalmente sua redescoberta como mulher.

"59,5 kg. 468 seguidores no Twitter impressionados com todo meu conhecimento sobre livros de autoajuda. 0 pretendentes."



            Bom, eu gostei do livro, continua sendo super engraçado, divertido e não como não simpatizar com a Bridget, contudo COMO ela continua sendo exatamente a mesma?!  Como alguém casa com Mark Darcy, tem dois filhos, passam 14 anos e não amadurece nada?! Além de que, o enredo é exatamente o mesmo, aparece o garotão divertido e bonitão, à lá Daniel, e o cara que sempre ajuda a Bridget e que ela está sempre alfinetando, à lá Mark.

“É tudo culpa da sociedade. Vou ser uma pessoa velha e gorda,  comer o que eu quiser, nunca mais transar e andar por aí carregando minha gordura num carrinho.” 

       
     Enfim, acho que Helen poderia ter criado um livro sem a necessidade da a Bridget estar correndo atrás de um homem, o que evitaria a morte do Mr. Darcy, mas ela preferiu reescrever o Diário de Bridget Jones, com uma Bridget mais velha com problemas adultos, mas nem um vírgula mais madura. Gostaria de reforçar que isto não faz o livro deixar valer a pena, pois eu rolei de rir lendo e torci muito pela Bridget em suas trapalhadas!

Saudades eternas. RIP Mark Darcy 


Resenha: Sussurro - Série Hush Hush # 1


Um juramento sagrado. Um anjo caído. Um amor que não deveria existir.


Bom depois de muito me enrolar e muuuito ouvir falar, resolvi ler o primeiro livro da série Hush Hush, Sussurro (do original Hush Hush), escrito por Becca Fitzpatrick e lançado no  Brasil em 2010 pela Editora Intrínseca. A série possui 3 livros além deste, sendo estes Crescendo, Silêncio e Finale, todos já lançados  aqui pela mesma editora.

Me apaixonei por essa capa! Sério!



O livro relata a vida de Nora Grey, uma menina extremamente metódica, que tem excelentes notas, uma vida social restrita, uma pontualidade impecável e obedece as regras impostas por sua mãe, que vive viajando. Ou seja, uma protagonista comum, sem nada de muuuito especial, sem nada de arriscado. Até que, durante uma aula de biologia, o professor faz um rearranjo  de parceiros de laboratório e ela conhece o Patch. A partir de então Nora vive sob constante sensação de perigo, como se tivesse sendo seguida, observada, se sentindo insegura.

“'...não se trata de meninos, é sobre ... o amor. Eu não ter encontrado.’
                            ‘Não é sobre o amor - Vee disse - é sobre diversão.’”*

            Patch é um garoto misterioso, sexy, pouco aberto a conversação, com uma áurea badboy, que não segue as regras de Nora. Fazendo-a sair de sua zona de conforto e ir atrás de respostas às curiosidades que ele despertou nela, fazendo- seguir sua cartilha. Ou seja, nada do tipo de mocinho perfeitinho, é daqueles que a mãe não gosta e as amigas reprovam, mesmo achando um gato.




            As 264 páginas são o relato de como Nora e sua melhor amiga, Vee, além de fugir de Marcie, a bullynadora do colégio, tentam desvendar o que está a assombrá-las. Tudo indica a ser Patch, mas ao mesmo tempo Nora, não quer acreditar que aquele garoto que anda atraindo-a de uma maneira que nenhum outro já conseguiu atrair, seja perigoso, seja o que anda perturbando-a.

“[...] O problema com a atração humana é você não saber se será correspondido... Os seres humanos são vulneráveis, porque são capazes de sofrer”.*

            O livro é muito bom, mas não é tuuuuudo o que eu esperava depois de tanta falação, afinal não foge muito dos YA - young adults. Uma menina sem graça que conhece um garoto, cheio de mistérios e maravilhoso, e se apaixonam quase que de instantâneo. Acho que esse desenrolar do romance dos dois podia ser mais desenvolvido, o que daria um toque a mais para o livro sem ficar muito meloso.

“Perto dele, eu experimentei uma polaridade confusa de desejos. Parte de mim queria fugir dele gritando: Fogo! A parte mais imprudente, estava tentada a ver o quão perto eu poderia conseguir chegar sem... entrar em combustão” *

           
            Adorei a escrita de Becca sombria, cheia de mistérios e momentos de tensão,  mas sem perder o toque cômico em diversas passagens, abordando, também, o lado da amizade, do romance, do medo e da frustração.  Dentro do universo que é criado, com o misticismo dos anjos e Nephelim - assunto que está na moda entre os escritores - o que eu mais gostei é a falta de uma hierarquia extremamente discrepante de "poder" entre os seres místicos, gerando todo um equilíbrio para a trama.




Com um final não muito surpreendente, tampouco extremamente previsível, me deixou super animada e curiosa para ler correndo as continuações, então como palavra final, recomendadíssimo para quem gosta do gênero. Afinal a trama do livro deixa alguns fios soltos, sem ser excessivos, dando margem às continuações.

“[…] ‘Qual é o seu maior sonho?’- Estava orgulhosa dessa pergunta porque sabia que ia desafiá-lo; exigiria que ele pensasse. ‘Beijar você’”.*






*Tradução livre