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[FILME] Singles - Vida de Solteiro

Have fun stay single


Depois de ler Kurt Cobain: A construção do mito  - a resenha você pode conferir aqui – fiquei muito curiosa para ver o filme Vida de Solteiro (Singles), o porquê eu já conto para vocês. O filme lançado em 1992, dirigido e escrito por Cameron Crowe, pela Warner Bros Picture/USA tem 1h40min de duração.



O filme conta um período da vida de um grupo de jovens de Seattle, que estão passando pelos problemas do início da fase adulta, como firmar-se em um emprego, escolher uma carreira e é clara - como toda boa comédia romântica - encontrar o amor. Ou seja, o filme foca uma juventude que vive de sub-empregos, que está entediada e incerta a respeito do seu futuro, com plano de fundo a cidade na época, na qual os clubes noturnos estavam cheios de bandas que estavam ganhando seu espaço. O conjunto do cenário musical com a juventude local, retrata exatamente a real Seattle dos anos 90 e foi responsável pela explosão do grunge, que diferente dos outros movimentos não está associado a politização, mas sim pela falta de ideologias desses adolescentes que buscaram no rock sua forma de se manifestar de fazer barulho.

“Se eu tivesse uma conversa pessoal com Deus, eu pediria para ele criar essa garota”

Em Singles – não gostei do nome traduzindo hunf – Linda Powell (Kyra Sedgwick) acabou de ser enganada por jovem encantador e cansada de sofrer, resolve se focar a suas ideologias e seu trabalho, até que em um pub conhece Steve Dunne (Campbell Scott), que ao conhece-la se encanta e acaba cogitando largar sua solteirice. Steve mora em um condomínio e nele moram também Janet Livermore (Bridget Fonda) e Cliff Poncier (Matt Dillon), ela passa o dia pensando em como atrair ele para si, querendo um namoro com exclusividade, já ele, vocalista da banda Citizen Dick só pensa na próxima fã que virá para sua cama...




O filme é não foge muito das comédias românticas padrão, mas acho que é um título do gênero que mais pode agradar o público masculino, que geralmente não é o maior dos fãs. Afinal o romance não é nada meloso, nem cheio de passagens “fofinhas”.

“Pessoas precisam de pessoas, Steve. Não tem nada haver com sexo. Ok, talvez 40 por cento.  60 por cento. Esqueça”

Mas o que realmente se destaca no longa é a trilha sonora, que alavancou diversas bandas que hoje são conhecidas pela maioria, como Alice In Chains, Pearl Jam, Soundgarden e Chris Cornell, Jimi Hendrix, Smashing Pumpikins, Screaming Trees, entre outros. Dentro desse universo do grunge o figurino de Matt Dillon, composto pelo guarda roupas de Jeff Ament – Baixista do Pearl Jam – deu ao movimento um estilo... e para aqueles que acham que o grunge não lhe atingiu, eu APOSTO que em algum momento você teve uma camisa xadrez de flanela, uma calça rasgada, um coturno, ou ainda uma jaqueta de couro estilosa... pois bem foi a partir desse filme, desse personagem, que isso virou moda. Tanto é, que o grande estilista Marc Jacobs, já fez coleções inspiradas no estilo grunge criado no filme.

“Desespero é o pior perfume do mundo”

Mas agora qual é a relação desse filme com o livro?! Pois bem, a ideia era colocar o nome do filme “Come As You Are” um hit do Nirvana que estava estourando na época, o lançamento do filme foi até atrasado para que a música grunge crescesse e ajudasse a alavancar o longa. Contudo Kurt Cobain nunca quis a associação do filme com a banda, tanto que seu visual nunca foi o estilo caracterizado no filme Mas como a relação do estilo musical do Nirvana com a trilha sonora do filme é gritante, os dois logo foram associados, para desgosto de Kurt, sendo isso muito explorado e explicado no livro.



Bom, esse filme é cheio de peculiaridades e curiosidades, eu selecionei algumas que eu gostei e trouxe para vocês. Para inicio de conversa eles gravaram uma cena no túmulo de Jimi Hendrix!! A banda de Cliff, Citzen Dick, é uma referência à banda Citizen Sane, que lembra o que?! Claro Citizen Kane (Cidadão Kane) um cláááásico das telonas. Ao longo do filme há breves apresentações do Soundgarden e do Alice in Chains, nos clubes da cidade, vale ressaltar que na época elas não eram as gigantes que são hoje, estavam no inicio de suas carreiras. O sucesso do filme foi tamanho, que queriam transformá-lo em uma série de TV, contudo Cameron Crowe não quis, contudo a ideia permaneceu e um seriado, que acho que todo mundo conhece, inspirado no filme foi lançado... cujo título não é nada menos que Friends.



“Em torno dos 25, o bizarro se torna imaturo”

Deu para entender que eu adorei o filme né?! Além de ter uma trama bem gostosa, para agradar a todos, consegue ser um filme 'antigo' e mesmo assim ser super atual. Para aqueles que ainda vestem a camisa de flanela e curte um bom grunge,  é um filme obrigatório em seu catálogo cinematográfico. Para quem ficou curioso vou deixar o link para o trailer aqui e para a trilha sonora aqui 


Resenha: As Vantagens de Ser Invisível

Sejamos Infinitos...
Nós aceitamos o amor que achamos que merecemos.

Quem não ficou com vontade de abrir seus braços em uma caçamba de caminhonete, dentro de um túnel, e se sentir infinito como Charlie, Sam e Craig, depois de ler As vantagens de ser invisível (The perks of being a wallflower)?! Escrito por  Stephen Chbosky o livro foi lançado no Brasil pela Editora Rocco em 2007. 



O livro é contado a partir de cartas que Charlie manda para um leitor desconhecido, em uma cidade desconhecida. Tudo que é escrito é o que o garoto pretende compartilhar, dentro de seu próprio mundo de interpretações. O que torna o livro único é a honestidade e ingenuidade com que ele age e descreve os fatos ocorridos, suas descobertas, seus sentimentos.

“Eu acho que somos quem somos por várias razões. E talvez nunca conheçamos a maior parte delas.”

Charlie é um garoto de 15 anos. Que perdeu sua Tia, a sua pessoa favorita no mundo, muito criança, e seu melhor e único amigo comete suicídio, o deixando sozinho em uma nova etapa estudantil: o ensino médio.  

Logo de cara conhece Bill, o professor de inglês, que percebe em Charlie um grande potencial, indicando livros para leitura extra como Hamlet, O grande Gatsby, O sol nasce para todos, O apanhador no campo de centeio, etc. Mas o grande diferencial de Bill, é que ele o incentiva a participar mais.

“É muito mais fácil não saber das coisas de vez em quando.”

E nessa procura de espaço no mundo adolescente, acaba conhecendo Sam e Craig, junto com eles todo um grupo, das mais diferentes personalidades, no qual estão inseridos. Com isso Charlie começa a aprender mais sobre si mesmo, sobre como conviver com o diferente, mudando sua rotina, mudando seus conceitos. Amadurecendo. 



 Durante a trama você vai encarando cada personalidade, seus dramas e  suas ambições e, principalmente, seus conflitos. Muitas vezes, esses conflitos, abordam temas polêmicos, como homossexualismo, gravidez na adolescência, violência doméstica. Contudo, como é contado a partir das observações de Charlie, tais assuntos, que poderiam deixar a leitura pesada, adquirem a pureza e inocência do seu narrador.  

“Deixei que o silêncio colocasse as coisas no lugar em que elas deveriam estar”

Essa inocência incomum em um garoto de 15 anos, faz perceber que tem algo errado com Charlie, que no final fica bem claro. Mas tal característica me fez me irritar com o protagonista em alguns momentos, ELE NÃO SE IMPÕE, é extremamente submisso e maria-vai-com-as-outras, tudo bem que, se justifica, mas não deixou de querer dar umas sacudidas no Charlie durante a leitura. 



Não que não tenha gostado do final, ou do livro, muito pelo contrário eu adorei!  Mas acho que Chbosky, deixou o pra por “os pontos nos is” muito no final, acredito que se tivesse se adiantado um pouco e trabalhado mais com o desfecho do livro, ele ficaria ainda mais interessante. 
“Não há nada como a respiração profunda depois de dar uma gargalhada. Nada no mundo se compara à barriga dolorida pelas razões certas. E essa era ótima.”

O livro é composto por uma trilha sonora, (sim, trilha sonora!), que ao decorrer do enredo, não tem como não procurar ouvir as músicas, que são tão marcantes. Afinal quem nunca procurou a música certa para cada momento?! Para cada sensação?! Ou para cada pessoa?! Meu primeiro impulso quando acabei de ler, foi correr pro youtube e ouvir, repetidamente, músicas como:

    • o Asleep – The Smiths; 
    • o Dear Prudence – The Beatles;
    • o Daydream – Smashing Pumpkin;
    • o Blackbird – The Beatles;
    • o Dusk – Genesis;
    • o MLK – U2. 

Bom, este livro, também, já teve sua adaptação às telonas, que foi dirigida pelo próprio Stephen Chbosky, e esse eu adorei. Mesmo trocando algumas músicas da minhas trilha sonora literária, as substituições não pecam por falta de qualidade. Uma escolha de elenco maravilhosa. Bom não vou me alongar, quem tiver curiosidade sobre o filme o trailer tá aqui: 


Notícia: Josh Homme lança música inédita


“I’ll be Forever Young”

Josh Homme sempre surpreendendo mesmo quando não está plugado! Em um show acústico, no Royal Festival Hall, em Londres, o maior dos letristas da banda Queens Of The Stone Age, estreou uma nova música “Villains of Circumstance”.



Em vídeo gravado por um fã, mesmo que gravado de longe, na vertical eeee em baixa qualidade, pode-se ouvir a música por inteiro! Uma música um pouco angustiante, mostrando todo o potencial vocal de Josh.

Em entrevista para a Rolling Stones EUA o vocalista disse “Quando chega a hora de fazer música, para mim, é preciso me perder. …Ser um maníaco por controle não é tão bom quanto ser um maníaco que está casualmente com o controle. Você fica procurando no escuro por algo bom. Contanto que você não esteja em uma orgia, pode ser um momento incrível”.

Bom, mas onde essa música vai parar?! Ainda não se sabe, mas ele já anunciou que tem material suficiente para um sucessor do último álbum "...Like clockwork”,lançado em 2013. O plano é  começar a trabalhar no novo álbum assim que acabar a atual turnê em outubro, que conta com dois shows aqui no Brasil: em Porto Alegre dia 25 de setembro e em São Paulo dois dias depois!

Ficou curioso para conhecer a nova música?!  É só conferir o vídeo abaixo:





E aí gostaram?! Estou super ansiosa para o novo álbum!  O show do Lollapalooza 2013 me deixou com vontade de quero mais, depois de uma interrupção para uma idiotice da Heineken. Que como patrocinadora oficial, parou o show cerca de 15 minutos antes, para fazer uma "surpresa". Como nem toda surpresa agradam tem quem nunca mais tenha bebido dessa cerveja. Então se tuuudo sair como planejo, dia 25 estou em Porto Alegre ouvindo os novos sucessos de Josh e do Queens Of The Stone Age. 





Resenha: Cash

“Sometimes I am two people. Johnny is the nice one. Cash causes all the trouble. They fight” – Johnny Cash


Johnny Cash é muito mais que dos maiores nomes da música Country Norte-americana, e isso ficou explícito quando eu li sua autobiografia intitulada “Cash”. Escrita em 1997, com co-autoria do jornalista Patrick Carr, seis anos antes da morte do músico. Foi publicada aqui no aniversário de 10 anos da morte dele, ou seja em 2013, pela Editora LeYa.




Em 244 páginas Jhonny narra, em primeira pessoa, sua vida pessoal e profissional de maneira intensa e detalhista. Muitas autobiografias, são muito parciais, ou seja, editam sua vida de maneira a ficar super interessante, contado apenas episódios marcantes e significativos, o que dá impressão de uma vida frenética, como se fosse um tobogã cheio de altos e baixos. Mas esta não é, Cash descreve detalhes de sua vida diferente daqueles que já são de conhecimento público, conta detalhes que para muitos podem não ser interessantes, mas que para ele teve alguma relevância e valem a pena serem mencionados.



“Lendas e mentiras, tolos e bêbados, velhos amigos e anjos. Todos têm o seu lugar neste livro."

 Claro que grandes fatos, como  sua infância nos campos de algodão, a morte de seu irmão, a guerra, seus casamentos ou seu envolvimento em drogas são mencionados. Contudo o livro não se atém a somente isto, conta da sua vida em casa, dos seus filhos, dos amigos, de quem está ou passou em sua vida e deixou alguma marca. Esse relato é totalmente fora de organização, ele até tenta estabelecer uma cronologia, contudo o livro, parece mais como suas lembranças sendo escritas na ordem em que elas lhe vieram à mente. Ou seja, se você está a procura de livro à lá “Johnny e June” está no lugar errado.


“Não há escapatória à dor e à perda: você pode evitá-las tanto quanto quiser, porém mais cedo ou mais tarde vai ter de encará-las, atravessá-las e, com sorte, chegar ao outro lado. O mundo que encontrará nunca vai ser o mesmo que deixou”

            Cash, foi o “Man in black”, o pai, o marido relapso – para Vivian, sua primeira esposa -, o marido apaixonado – para June sua segunda e última esposa -, foi o cantor, foi o compositor, mas acima de tudo ele devoto do que ele acreditava. E por mais incrível que pareça, o músico dos presidiários, o viciado em anfetaminas era um Cristão muito devoto, e ele faz questão de frisar isso. Isso pois muitos dos seus fãs ignoram, ou preferem ignorar este fato, por razões, que não sou ninguém, para julgar.


“Eu estava cheio de vergonha e ego, cansado de decepcionar as pessoas”

            Eu como fã do músico e uma apaixonada por autobiografias, adorei ler mais sobre quem está por trás do traje preto. O livro não relata muito sobre seu vício, que é apenas parte de sua vida e é bem mais comentado em seu outro livro “Man In Black: His Own Story in His Own Words”. Não acredito que seja um livro apenas para fãs, acredito que é um livro bem escrito, que mesmo se não for fã da músico, quem lê esse bate-papo com Johnny, acaba ficando fã do homem. Mas claro, que quem já gosta de sua música terá um prazer ainda maior em ler.




            Para quem não conhece pode clicar aqui  e ouvir algumas das músicas de Johnny Cash, que influenciaram os mais diversos cantores atuais, ou aqui e ver o trailer do filme, Johnny e June (Walk the Line),  da vida dele com sua segunda esposa June Carter.

Notícia: Duelo de Bateria Chad Smith x Will Ferell

 “Deep inside of a parallel universe, It's getting harder and harder, to tell what came first”


            Depois de muito comentada a semelhança entre o ator Will Ferell e Chad Smith, o baterista dos Red Hot Chili Pappers e do Chikenfoot, Will Ferell se pronunciou “Eu sou Chad Smith”. A partir de então diversas piadinhas e teorias de conspiração foram criadas, seriam mesmo uma pessoa só?!


            Durante uma sessão de perguntas no “RedIt” o ator propôs um desafio de bateria, cujos fundos seriam doados para caridade, Chad Smith aceitou prontamente. O duelo além de divertido, faria eles aparecem juntos,  acabando com as piadinhas conspiratórias que são um só.

            Nesta quinta-feira, dia 22, os sósias aparecerem vestidos idênticos, no programa de televisão “Tonight Show” apresentado por Jimmy Fallon no canal NBC. O programa começa com uma entrevista em que os artistas trocam de papel, falando sobre a repercussão da semelhança entre ambos e sobre as ONG’s ajudadas, com muitas piadinhas e brincadeiras, claro.


            Após a entrevista vem o, tão esperado, duelo, que é seguido por uma breve apresentação dos Red Hot Chili Peppers fazendo um cover de “(Don’t Fear) The Raeper” do Blue Öyster Cult.

            No dia seguinte ao programa, Chad, fez piadinha em seu Twitter:



Tanto a entrevista como o duelo, e seu resultado, você pode acompanhar nos vídeos abaixo.





Eu como fã dos Chili Pappers adorei, e vocês o que acharam? :)