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Me tirem daqui. Se eu não morrer primeiro, eles vão me matar!
Fazia um tempinho que queria ler A Vingança Veste Prada (Revange Wears Prada), que é nada mais
que a continuação do aclamado Best-Seller
O Diabo Veste Prada, escrito pela Lauren Weisberger. A continuação
publicada ano passado, 2013, pela Editora Record, era alvo de minha curiosidade
a taaaaanto tempo, que quando acabei fiquei muito triste ao querer entender o
que Lauren pretendia com esse livro.
*Antes de começar
quero deixar um aviso, para quem apenas viu o filme, o final do livro e do
filme divergem em diversos pontos, então se você não leu e prender ler O Diabo Veste Prada, cuidado pode conter spoilers. *
Dez anos se passaram desde Andy
comeu o pão que o diabo amassou trabalhando na Runaway com Miranda Priestly como
chefe. Sua vida não tomou o rumo que imaginava, não era uma bem sucedida
jornalista do The New Yorker, era uma
Freelancer para um blog sobre
casamentos, Alex havia terminado com ela, Lily havia se mudado para o outro
lado do país, até seus pais haviam se divorciados. Como ironia do destino
esbarra em Emily, sua arqui-inimiga e colega de Runaway, que acabam se
aproximando por ter algo em comum, seu repúdio a Miranda!
“Você é uma mulher de 33 anos que mora em Nova York há oito anos. Eu ficaria preocupada se você não visse no seu casamento alguém com quem já dormiu, tirando do seu marido.”
As duas se tornaram melhores amigas,
juntas abriram uma sofisticada revista de casamentos The Plunge, que anda conquistando rápido o mundo editorial. E Andy está prestes a se casar com Max
Harinson um dos solteiros mais cobiçados de Nova York.
Em 444 páginas Lauren descreve uma
série de acontecimentos na vida de Andy, sua vida de recém-casada, suas relação
nada fraternal com sua sogra, sua gravidez... gerando muita insegurança em si
própria e em como agir. Para piorar o Grupo Editorial Elias-Clark, está
interessado em comprar a The Plunge e ninguém menos que Miranda está sob seu
comando.
“Se esse é o jeito dele sossegar, não quero nem ver como ele seria galinhando.”
Bom, para início de conversa, cadê a Andy poderosa que
disse um Foda-se para Miranda e
abandonou ela em Paris?! A protagonista que havia dado seu grito de liberdade
no primeiro romance, sofre um regresso de amadurecimento absurdo, que no livro
inteiro aparece com desculpas, receios de enfrentar os outros e expor sua
opinião, adiar o que decisões...
O título é muito convidativo e alvo de especulações
imediatas, seria Andy que iria se vingar dos abusos trabalhistas de Miranda?
Iria se tornar poderosérrima aponto de sambar na cara dela?! Ou seria o
contrário?! Miranda faria da vida de Andy um inferno novamente?! Mas essa
vingança ficou em quadragésimo nono plano, sendo apenas um detalhe do final...
Ou seja esse título é nada mais que pura jogada de marketing.
“Estou aqui pela experiência de ser VIP na primeira fila e você está aqui pela comida. Desde que isso fique bem claro, está tudo bem.”
Lauren não conseguiu com que seus personagens cativem os
leitores, tendo excessos em todas as personalidades. Cheguei a passar nervos
até com personagens que achava que não tinha como estragar. Além do livro todo
é divido em capítulos que na maior parte das vezes não tem link com o anterior,
fazendo o leitor se perder um pouco na trama e ter vontade de largar o livro de
uma vez.
“É, bem, por mais que você seja uma megera maluca, ainda não chega aos pés de Miranda. Dá próxima vez quero um desafio.”
Com um final totalmente errado, achei essa continuação um
desrespeito com os fãs. Toda a trama poderia ser inserida em um contexto
semelhante, com personagens novos, que não faria a diferença, visto que todos
estes tiveram suas personalidades adulteradas. Espero que Lauren não insista no
erro e não faça um próximo volume, pois já acho que A vingança veste Prada, apesar de engraçadinho, não é digno de ser chamado de uma continuação de O diabo veste Prada.
