"É claro que casar com uma poeta era uma coisa, mas ter um filho que preferia meter a cara nos livros de poesia a ir caçar... bem não era exatamente o que baba tinha imaginado, suponho eu. Um homem de verdade não lê poesia, e Deus permita que nunca venha a escrever versos! Homens de verdade - meninos de verdade - jogam futebol, exatamente como meu pai fazia quando era jovem. Isso sim era algo digno de paixão...."
"-... agradecer por ele ter ele ter saúde - dizia Rahim Khan.
-Sei disso, sei disso. Mas ele está sempre enfiado naqueles livros ou rodando pela casa como se estivesse perdido em um sonho.
- E daí?
- Eu não era assim.
Baba parecia frustrado; quase zangado.
Rahim Khan riu.
- As crianças não são cadernos de colorir. Você não tem de preenchê-lo com suas cores favoritas."
Abri a boca e quase disse algo. Quase. O resto da minha vida poderia ter sido diferente se eu tivesse dito alguma coisa naquela hora. Mas, não disse. Só fiquei olhando. Paralisado
“- ... Consigo ler poesia e peças de teatro, e coisas do tipo não detesto relatos de viagem. Mas não consigo interessar-me pela história, a história mesmo, solene. A senhorita consegue?
- Consigo. Adoro história.
- Eu gostaria de adorar também. Leio um pouco por dever, mas não me diz nada que não me irrite ou me canse. As brigas entre papas e reis, com guerras e pestes, em cada página; os homens não valem nada e as mulhers quase não aparecem... é muito enfadonho e, mesmo assim, sempre acho estranho que seja tão estúpido, pois boa parte deve ser invenção. As palavras postas na boca de heróis, seus pensamentos e planos... a maior parte deve ser invenção, e invenção é o que me agrada nos livros.”
(AUSTEN, Jane. A Abadia de Northanger. São Paulo: Martin Claret, 2012. p. 132)
“Na manhã seguinte, fez um dia lindo, e Catherine se preparou para novas investidas do grupo reunido. Os Tilneys vieram buscá-la na hora combinada; e como não surgiu nenhum novo obstáculo, nenhuma recordação súbita, nenhum chamamento inesperado, nenhuma intrusão impertinente para perturbar os seus planos, minha heroína, por incrível que pareça, pôde cumprir seu compromisso, embora com o próprio herói. Decidiram passear por Beechen Cliff, a nobre colina cuja bela vegetação de arbustos suspensos fazia dela um objeto tão impressionante quando vista de Bath.
– Nunca olhei para lá – disse Catherine, ao caminharem às margens do rio – sem pensar no sul da França.
– Já viajou para o exterior, então? – disse Henry, um pouco surpreso.
– Ah, não! Só me refiro ao que li a respeito de lá. Sempre me faz lembrar do país pelo qual Emily e seu pai viajaram, emOs Mistérios de Udolpho.Mas o senhor nunca lê romances, não é?
– Por que não?
– Por que eles não são inteligentes o bastante para o senhor… Os homens leem livros melhores.
– Aquele que, homem ou mulher, não sente prazer na leitura de um bom romance deve ser insuportavelmente estúpido. Li todas as obras da sra. Radcliffe, e a maioria delas com grande prazer. Quando comecei a lerOs Mistérios de Udolpho,não conseguia largá-lo; lembro-me de que o li em dois dias… de cabelos arrepiados o tempo inteiro.”
(AUSTEN, Jane. A Abadia de Northanger. São Paulo: Martin Claret, 2012. p. 130)
....Era esse tipo de pessoa que deixava um rastro por onde quer que passasse. Ele permanecia na memória das pessoas como uma lembrança boa que você gosta de visitar sempre que puder.
Ele chega e ele é capaz de mudar tudo aquilo o que você é se você permitir.
Ele chega e quando vai embora é como se parte de você estivesse indo junto dele.
Mas parte dele, agora, está dentro de você também.
Nós dois éramos absurdamente diferentes. Eu preferia o frio,
ele preferia o calor. Eu era muito preguiçosa, ele tinha energia para viver
vinte e cinco horas por dias intensamente. Eu viva mergulhada no sarcasmo, ele
era um poço de tranquilidade. Enquanto eu sempre fui pragmática, João era um eterno
idealista. Ele detestava imaginar sua vida sendo construída dentro de um molde
pré-determinado pela sociedade.
“O presidente, em particular, é simplesmente uma figura pública: não detém nenhum poder.
Ele é aparentemente escolhido pelo governo, mas as qualidades que ele deve exibir nada têm a ver com liderança. Ele deve possuir um sutil talento para provocar indignação.
Por esse motivo, o presidente é sempre uma figura polêmica, sempre uma personalidade irritante, porém fascinante ao mesmo tempo.
Não cabe a ele exercer o poder, e sim, desviar a atenção do poder”
"Words, I think, are such unpredictable creatures.
No gun, no sword, no army or king will ever be more powerful than a sentence.
Swords may cut and kill, but words will stab and stay, burying themselves in our bones to become corpses we carry into the future, all the time digging and failing to rip their skeletons from our flesh"
apenas supondo, que você fosse, de alguma maneira extraordinária, muito importante para mim e que embora você não soubesse disso, eu fosse muito importante para você e que tudo isso se perdesse em nossas vidas porque só tivemos oito quilômetros e eu sou um completo imbecil quando se trata de dizer algo muito importante para alguém que eu acabei de conhecer sem bater em caminhões ao mesmo tempo, o que você acha que eu deveria fazer?"
Douglas Adams - Até Mais, e Obrigado pelos Peixes.
"Sabe que o meu gostar por você chegou a ser amor pois se eu me comovia vendo você pois se eu acordava no meio da noite só pra ver você dormindo meu deus como você me doía vezenquando eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno bem no meio de uma praça então meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e minha voz vai querer dizer tanta mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme só olhando você sem dizer nada só olhando olhando pensando meu deus ah meu deus como você me dói vezenquando."
quase dois mil anos depois que um homem foi pregado num pedaço de madeira por ter dito que seria ótimo se as pessoas fossem legais umas com as outras para variar,
uma garota,
sozinha numa pequena lanchonete em Rickmansworth,
de repente compreendeu o que tinha dado errado todo esse tempo e finalmente descobriu como o mundo poderia se tornar um lugar bom e feliz.
Desta vez estava tudo certo,
ia funcionar,
e ninguém teria que ser pregado em coisa nenhuma."
Douglas Adams – O Guia do Mochileiro das Galáxias.
"Ficamos sentados em silêncio, contemplando o mundo à nossa volta. Levamos uma vida inteira para aprender isso. Parece que somente os velhos conseguem ficar sentados desse jeito, um ao lado do outro sem nada dizer, e ainda assim sentirem contentes. Os jovens, irriquietos e impacientes, têm sempre de quebrar o silêncio. É um desperdício, porque o silêncio é puro.
O silêncio é sagrado. Ele aproxima as pessoas, porque só quem se sente confortável ao lado de outra pessoa pode ficar sentado sem falar. Esse é o grande paradoxo."
Pra não rolarem as dúvidas nos coments, aqui quem fala escreve é a Rê! ;D
Então, já faz um tempo que me apaixonei por uma propaganda da Always, a #LikeAGirl.
Aí - se você for um alien que não morre de amores por todas as propagandas de Natal da Coca-Cola - você me pergunta 'Como assim se apaixonou por uma propaganda?'.
Pois é, me processem. Mas assista aí embaixo antes de me julgar - pode ativar a legenda que tá bem boazinha!
Eu sei, muito boa. Pode concordar comigo agora. =P
Falando sério - vamos ver se eu consigo! - eu não me encaixaria na linha feminazi feminista - é, não consigo... - e, apesar de "como uma garota" não ser um termo tão comum aqui no Brasil, eu fiquei tocada com o vídeo.
Todas as garotas que, como eu, já gritaram um 'próxima!' quando os primos jogavam Street Fighter depois do almoço de domingo e receberam como resposta 'mas você é menina!' têm o direito de se emocionar um pouquinho com esse vídeo.
A cultura do 'sexo frágil' não se aplica à nossa geração, não sei como é que tem gente que não entendeu isso ainda. Já está tão claro em todo lugar que não é sobre isso que quero falar hoje.
Todas nós podemos fazer tudo que os homens fazem. Todas Várias coisas melhores, até. Juro. =P
Mas. Sempre tem um mas. E eu trago uma causa pouco explorada agora...
Isso não significa que só nós podemos estar em pé de igualdade com os homens. Que diabos, porque é que eles não podem ser um pouquinho mais parecidos com a gente também?
Eu adoraria ver um homem chorar assistindo um filme e não sentir vergonha disso.
Adoraria dar flores de presente num primeiro encontro.
Por que não?
Quem foi que disse que não pode?
Olha, eu não sou muito poética - faço mais o tipo engraçadona! =P - então faço minhas as palavras da minha adorada Martha Medeiros, no livro Non-Stop:
“... as feministas mais ortodoxas devem estar bufando.
Tanta coisa pra se exigir de um homem: mais espaço na política, mais ajuda em casa, salários iguais e nada de gracinhas no escritório, e vem essa daí clamar por palavras!
Pois essa daqui acha tão interessante a idéia de igualdade entre os sexos que adoraria vê-los soltar o verbo como nós fazemos, expressar os sentimentos sem medo de ser piegas, afirmar e reafirmar diariamente como a gente é importante para eles e que saudades estavam do perfume dos nossos cabelos.
Clichê em último grau, reconheço, mas quem quer ser moderna nessa hora? Tudo o que se reivindica é o desbloqueio emocional masculino...”
Agora me faça um favor. Leia o título desse post de novo. ;)
Sobre ser rejeitado pela primeira garota que convidei para ir ao baile de formatura:
"Sinto muito. Você viu minha nova pochete por aí? ...Não, eu me importo com o que você disse. Falei que estava chateado. Não posso estar chateado e perguntar onde está minha pochete ao mesmo tempo?"
Sobre Segurança Infantil:
"Não toque naquela faca, você não tem necessidade alguma de segurar uma faca...
Não me interessa, aprenda a passar manteiga com uma colher."
Sobre Legos:
"Olha, não quero sufocar sua criatividade, mas aquele troço que você construiu ali parece um monte de b*sta."
Sobre chorar:
"Não tive problema nenhum em ver você chorar. Minha única preocupação era a meleca que estava saindo do seu nariz. Onde aquilo ia parar? Na sua mão? Na sua camisa? Não ia ser uma boa. Ai, me Deus, não comece a chorar."