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Resenha: Belo Casamento

            “...E, quando um Maddox se apaixona, é para sempre.”

Jamie McGuire me deve algumas horas de sono, afinal só larguei seus livros quando não tinha mais uma continuação em mãos para ler. Depois de Belo Desastre e Desastre Iminente fui correndo ler  Belo Casamento (A Beautiful Wedding), que muitos consideram o terceiro livro da série outros como um 2.5, como preferirem. Lançando no Brasil em 2014 pelo Editora Versus, é um livro curtinho, com apenas 123 páginas, para concluir a estória de Travis & Abby.
* Se você não leu nenhum dos dois primeiro livros não leia! Contém SPOILERS!

 

            Quem não queria saber mais sobre o casamento dos protagonistas mais malucos dos últimos tempos?! Belo Desastre deixou um gostinho de quero mais, afinal quem não estranhou e quis saber o por que Abby, que se arrepiava ao pensar em firmar compromissos, casou comTravis? Ainda mais em Vegas!! Neste volume temos as explicações que nos faltavam. Além de saber onde foi a lua de mel, e como foram as despedidas de solteiro.
“Nada seria melhor que inventar novas maneiras de fazê-la se apaixonar por mim mais uma vez. Agora eu vivia para essa merda, e era muito mais gratificante”
            Desta vez a narrativa é intercalada, mostrando pontos de vista de ambos. Deixando o livro dinâmico, divertido e, como os outros, intenso. Abby finalmente se abre mais, mostra mais seus sentimentos e os motivos de seus indecisões. Já Travis... continua com sua honestidade e transparência com relação ao que sente, dessa vez sem muito enfoque ao seu lado machista, o que para mim, melhorou muito!



“Havia coisas muito piores na vida que prometer sentir o corpo nu de Travis Maddox de encontro e dentro do meu pelo resto da vida. Coisas muito piores.

            Temos um contato um pouquinho maior a família Maddox, o que me deixou com muita vontade de ler a nova série de Jamie “The Maddox Brothers”, que contará um pouco a respeito de cada irmão de Travis. O que conforta os leitores que queriam ainda mais do Sr&Sra Maddox.

“‘Eu estou de férias e isso é uma despedida de solteira. Eu devo fica bêbada’... ‘Isso seria tranquilo se você não fosse uma bêbada malvada’”

            Eu adorei citações de cantores que eu gosto tanto, no primeiro livro com Satisfaction dos Stones, mas neste último relacionando a estória dos dois com June Carter e Johnny Cash e citando Bon Jovi achei o máximo. Acho que se fosse escolher uma música dele para descrever os dois seria Missundertood, mas ela é muito pouco famosa fora do Brasil... então não era de se esperar.



            Bom, ao meu ver não haveria como encerrar a série com maior  precisão. Sendo um livro apaixonante do início ao fim, com diversos momentos tensos, picantes e outros divertidos, que me farão sentir saudades. Para quem ainda queria mais, há um mini conto dois, um bônus, cujo título é Mrs. Maddox e pode encontrar aqui.

“Um garoto Maddox leva você ao limite, mas, se você for com ele, ele vai segui-la em para qualquer lugar”
           

Resenha: Belle Époque

"Perfeita. Ninguém jamais havia me descrito assim antes"


            Queria me lembrar o blog que li a resenha que me fez ir atrás do livro “Bele Époque” (Belle Époque: A Novel of Beauty and Betrayal), publicada em 2014 pela editora Versus e escrita por Elizabeth Ross. Lembro que era uma resenha fantástica, cheia de negritos e CAPS LOCK’s, já fucei pelos blog’s que costumo visitar, no google, no meu histórico... não consegui achar, mas queria lembrar para poder agradecer o dito cujo, ou dita cuja, por me apresentar esse livro! 


            O livro se passa na Paris boêmia, pós revolução, na qual as artes, a música, a busca pelas tais, liberdade, igualdade e fraternidade corre solta. É essa Paris que a sonhadora Maude Pichon sonhou a vida toda, morando em uma cidade no interior da Bretanha com um pai que nunca deu o devido valor, finalmente toma coragem para ir a busca de tais ideais e foge para a cidade-luz.

            Ao chegar lá, a protagonista percebe que a vida não seria fácil, que mesmo trabalhando duro, ela mal conseguia dinheiro para se sustentar. Nesse cenário desespero que ela se depara com a Agência Durandeau, que a oferece o humilhante, mas bem remunerado, emprego de repousser. Cuja definição é repelir, ou seja, garotas, como Maude, eram contratadas para serem damas de companhia de mulheres ricas, por serem desprovidas de uma beleza padronizada, o que ressaltaria a beleza das madames da alta sociedade.

Em todo tempo e lugar, a feiura tem seus aspectos de beleza; é emocionante descobri-los onde ninugém mais os notou - Yvette Guilbert



“Amigas? Você deveria saber. A vida em sociedade não significa fazer amizades, significa fazer alianças”

            O que a mademoiselle Pichon não esperava ao deixar todo seu orgulho de lado e aceitar o emprego, era que ao entrar no mundo de fútil e deslumbrante do nobreza francesa, ela iria acabar se encantando e confundindo sua real posição nessa pirâmide social. Nesse meio tempo ela conhece Paul, um boêmio encantador, mas que trás ela à realidade, na qual ela tem vergonha de assumir o papel que se submete.
  
            São 292 páginas de um romance histórico, narrado elegantemente em primeira pessoa, que nos trás todos os dilemas da época e de Maude. Nos fazendo refletir sobre nossos valores e nossas perspectivas de vida. Afinal ela também sonha com uma vida estável, com o amor e com um emprego que a realize.

“Talvez as pessoas sejam tão bonitas quanto precisam ser”




                Ross me presenteou com um romance multigênero, mostrando as facetas da verdadeira beleza, até onde o ser humano pode ir pela vaidade, a facilidade de ser deslumbrado pelo mundo traiçoeiro e luxoso da alta sociedade, a luta da mulher no mundo acadêmico dominado pelas homens e a importância da verdadeira amizade.  Além de tudo isso, ela ainda nos brinda com um plano de fundo incrível a realidade da arte na época, cuja Exposição Universal estava para acontecer, que tinha como seu principal atrativo a Torre Eiffel, que seria apresentada para a França e ao mundo, para o desgosto da elite, que a considerava pavorosa - o que me fez rir alto, afinal quem diria uma coisas dessas atualmente?!.


 “- A Torre Eiffel está se tornando realmente uma monstruosidade... Uma desgraça na paisagem a cada dia que passa”


“A cultura é o caminho para o conhecimento e a chave para uma vida equilibrada. Pelo menos é o que os boêmios dizem. ”
        



      Não digo que o livro é indefectível pois em alguns momentos me irritei com a Maude deslumbrada, que deixou alguns momentos de tristeza e indignação, pois ela aparentava ser muito mais madura. Mas por outro lado, só humanizou a personagem, que havia acabado de pular de para-quedas em um mudo extremamente contrastante com o dela.
  
            A obra tem muito a oferecer a qualquer um que procure sua leitura, a qual eu super recomendo, pois mesmo sendo histórico sua abordagem é atemporal. Mostrando a real beleza, o julgamento pelas aparências, mulheres fortes e decididas, um romance provocativo que envolve o leitor e o inspira além de o fazer refletir. Quero aproveitar e parabenizar a Versus, por um edição sem erros, com letras grandes e espaçadas em papel amarelado. E se a resenha não conseguiu atrair... como não ficar tentado com essa capa?!
           

“Há duas maneiras de espalhar a luz: ser a vela ou o espelho que a reflete”- Edith Wharton








Resenha: Breakable

“Eu não tinha me permitido querer nada tão impossível há muito tempo”*

Entããão como não consigo agüentar minha curiosidade absurda, fui atrás do segundo livro de Countors of Heart escrito por Tammara Webber. O primeiro livro Easy já foi resenhado aqui, o segundo volume Breakable - Frágil em tradução livre - já tem seus direitos comprados pela  editora Versus, a previsão é para sair ainda esse ano. Se você ainda não leu Easy, pode ter uma das surpresas – é bem previsível, mas é surpresa – revelada aqui.


Landon Lucas Maxfield com 12 anos, acreditava ter uma vida perfeita, pais que se amavam, a menininha que ele curtia na escola estava dando bola para ele, quando olha para o futuro via sonhos e promessas. Até que sua mãe é brutalmente retirada de sua vida, perdendo assim o pilar de sustentação de toda a família, o fazendo duvidar daquilo que sempre acreditou. Ao ver sua vida virada de pernas para o ar, sem sua mãe e mudando de cidade, ele se vê perdido, sem ter uma âncora em quem se apoiar. Mesmo assim Landon luta para se adaptar, mas nada daquilo havia sido superado e aos poucos ele vai se tornando em um garoto rebelde,  não querendo se comprometer com nada nem ninguém.

“Eu tinha me tornado Harry Potter. Exceto que tinha 13 anos e nenhuma magia, e meu destino, qualquer que seja, não tinha nenhum propósito profundo”*


Em inglês são 360 páginas, que intercalam as visões do presente e passado, representados pela narrativa de Lucas e Landon respectivamente. No passado o Landon briguento, sem perspectiva de futuro, desacreditado da vida e de si próprio. Ao longo desta narrativa temos como ele se transformou no Lucas dos dias atuais, um homem batalhador, que estuda para ver seus objetivos realizados, que mesmo ainda tendo feridas não cicatrizadas do seu passado se permite sonhar.

“Novos começos são comumente disfarçados como finais dolorosos – Lao Tzu”*

Ao mesmo tempo que temos toda essa fase de transição, temos capítulos contando o Lucas que reparou na Jacqueline uma menina, que era algo proibido à ele, mas que era constantemente alvo de sua atenção. Ele só consegue se aproximar da menina ao salvar ela de ser estuprada e a partir de então ela começa a reparar nele, então Lucas aos poucos se envolve com ela. Contudo ao mesmo tempo, começa a se comunicar com ela como Landon, seu monitor de economia.


Ao se envolver com ela tudo que ele mais queria era deixar aquele passado para trás, desejando ser tudo que ela precisava, esse desejo veio junto com o aprendizado que ele está frágil, que tudo que ele sempre quis pode ser tirado dele em um instante. Eu já adorava a doçura de Lucas, após o término dessa leitura me apaixonei por ele, podendo ver que ele é muito mais do que o emo – que muita gente descreve por aí.  É um cara sensível, que já apanhou muito da vida e tem medo de se entregar e voltar a se machucar.


“Merda. Eu estava com ciúmes de Landon. De todas as reações estúpidas que eu poderia ter agora, essa era a mais ridícula”*
                                                                                     
Quem já leu Easy não irá se entediar, pois mesmo contando a respeito do desenvolvimento do relacionamento entre Lucas e Jacqueline, Breakable vai muito mais além. Afinal além de cerca da metade do livro ser a respeito do passado de Lucas, boa parte dos eventos de Easy são narrados em cenas que o protagonista não está junto, o mesmo acontece aqui. Além de ententer o que se passa em sua cabeça, dando a nós, leitores, as explicações para todas as perguntas e os porquês por trás das suas atitudes.

“Eu continuava frágil como qualquer um – incluindo essa garota em meus braços. Mas eu podia ter esperança. E podia amar. E talvez eu poderia cicatrizar”*

Gostei muito mais de Breakable e do que Easy, mas sou suspeita pois adoro quando há a narrativa pelo ponto de vista masculino, além de achar muito mais engraçado, normalmente mostra as facetas que eu não conheço... afinal sou uma menina. Tammara Webber reescreve um romance com maestria, envolvendo o leitor na complexidade da mente do Landon Lucas e fazendo-o se encantar mais a cada página.



*Tradução Livre


Resenha: Desastre Iminente

“...Permitir-se ter sentimentos tornava você vulnerável...”

Não me contive, no segundo que larguei Belo Desastre (Beatiful Disaster) - Resenha aqui  comecei a ler Desastre Iminente (Walking Disaster), escrito por Jamie McGuire e publicado pela Editora Versus em 2013, com 405 páginas. Novamente não tirei os olhos do livro até acabar!



O livro conta mesma estória de Belo Desaste, com outro ponto de vista, o de Travis no lugar de Abby, e por incrível que pareça, faz toda diferença. Pois agora conhecemos o verdadeiro Tavis Maddox e seus porquês.

“Guiar a Harley não era tão fascinante sem a Abby na garupa. Droga, ela estava arruinando tudo.”

Com um prólogo emocionante, logo de início temos uma revelação sobre o passado de Travis, a morte de sua mãe, que acaba explicando sua relação com a busca de mulher que não vem fácil. Sem sua mãe seu pai se entrega a bebiba por alguns anos, sendo atribuída a função de pai ao mais velho dos 5 irmãos Maddox, Thomas. Isto acaba sendo crucial para desenvolvimento da personalidade explosiva de Travis e de suas habilidades de luta.

“Então o que te deixa mais brava?! O que eu fiz pra você querer me odiar, ou saber que você não consegue?”

Na faculdade Travis “Cachorro Louco” Maddox é como um astro, conhecido por todos os caras por seus noites de lutas, e por todas as meninas, por suas habilidades em seu sofá. Até que ele  conhece Abby Abernathy, que não o trata como se quisesse conquista-lo, ignora-o, não tenta chamar sua atenção, gerando o efeito oposto nele, afinal seria ela a menina quem não viria fácil?!



“Fazia um bom tempo que eu não tinha um desafio. O mais louco não era que eu não estava tentando trepar com ela. Me incomodava que ela me achasse um merda, mas me incomodava ainda mais que eu me importasse com isso”

Entrar dentro da cabeça de Travis é um pouco assustador, afinal ele vive tudo intensamente com seus sentimentos não seria diferente. Justificando sua insegurança, sua entrega, seu lado super protetor, contudo ainda acho algumas de suas ações inadmissíveis, sendo apenas guiadas por um ciúme cego e um machismo extremo.

“ Abby era como uma droga que nunca me satisfazia e que eu não queria largar. Mesmo não podendo chamar isso nada além de vício, eu não me atrevia a experimentar nem uma lasquinha. Só a mantinha por perto, me sentindo melhor apenas por saber que ela estava ali.”

Mesmo se tratando do mesmo período de tempo de Belo Desastre, a trama não é repetitiva, sendo que até alguns diálogos são um pouco diferentes. Afinal perdemos lado orgulhoso e cheio de “mimimis” da Abby, entrando em um universo conturbado e com uma sensibilidade surpreendente. Além de termos uma relevância diferenciada em alguns períodos de tempo, em momentos que foram detalhados por Abby, são descrito em 2 linhas por Travis. No ponto de vista masculino há uma importância maior para a construção de relacionamento dos dois, do que em um orgulho e indecisão da menina.



Neste volume há uma pincelada maior do universo da família Maddox, da união e parceria desses irmãos, contudo me frustou um pouco, pois esperava um pouco mais dando maiores explicações explicações de alguns “quandos” e “porquês” do protagonista. Como quando lutar deixou de ser algo entre os irmãos e começou a ser fonte de dinheiro?! Qual a relação de Travis com os gêmeos Maddox?! Como foi conviver com um pai entregue a bebiba e mesmo assim ter um excelente relacionamento com ele agora?! Bom acho que essas questões talvez sejam respondidas nos livros que McGuire irá lançar sobre “Os Irmãos Maddox.”

“Nós tínhamos um jeito patético de lidar com nossa emoções, e no segundo em que eu percebi que havia me apaixonado por ela, eu soube que ela iria acabar comigo.”

Belo Desastre termina de maneira a deixar o leitor com expectativas –que são sanadas no spin off Belo Casamento, que em breve terá resenha aqui -  o mesmo não acontece em Desastre Iminente. Contudo temos um epílogo arrebatador, que se passa 11 anos após o término da estória já conhecida, que deixa o leitor contente com o desfecho final dos protagonistas.

“‘Eu nunca fui pra Vegas.’ ... ‘Então está na hora de você perder a virgindade.’”

Eu particularmente gostei muito mais deste volume do que de seu percussor, talvez seja pelo fato de estar muito mais acostumada a ler sobre o ponto de vista feminino, que normalmente alavanca mais romancismo e frescurites.


            Quem se apaixonou pelo caçula dos Maddox, quem gosta de um new adult cheio de cenas picantes e sensuais, quem consegue deixar passar uma pitada machista e, por fim, quem gosta de um romance intenso não pode perder Desastre Iminente.

“Eu sabia no segundo que eu te conheci, que havia algo em você que eu precisava. Acabou que não era algo em você. Era simplesmente você.”