“Who said I can't wear my converse
with my dress? Well, Baby, That's just me!”
Entrei em um grupo de Whatsapp a partir de um grupo no face da Trilogia Estilhaça-me,
durante uma discussão acalorada sobre se é válida ou não a “pirataria literária
dos livros em PDF” escuto uma frase: “Eu
como autora...” Opa, orelhas atentas! Tinha uma autora, publicada, no grupo!
Fiquei curiossssssséééééérrima e fui atrás do livro, conheci então La La Land – O Sonho Americano, ou 3L como Bruna Fontes, sua autora, costuma chamar. Que começou, no Orkut, com uma fanfic e que em 2013 ganhou o concurso Publiki Meu Livro, como prêmio o livro foi publicado pela Editora Publiki em 2014.

Roxanne Winchester foi criada por
sua mãe, não conheceu seu pai, que morreu antes de ela nascer, tendo assim uma
família postiça, composta pela melhor amiga de sua mãe, seu marido e seu filho,
e melhor amigo de Roxy, Corbin. É bolsista em uma das melhores escolas de Nova
York, na qual ela definitivamente não é popular, fazendo-a sonhar em mudar de
vida, portando ela é uma aluna dedicada e pretende estudar medicina, mas seu
real sonho, seu real talento, é a música.
“...Eu era da ralé,
descendente de imigrantes e não consumia nenhum tipo de droga. Impossível
arranjar um adjetivo pior. Oh não,
parece que há sim. Eu era virgem. [...] Eu podia ser virgem, mas ainda era
humana.”
Roxy é cética, sabe que a indústria da música é muito
concorrida, deixando seus sonhos sempre à deriva, mantendo seus pés no chão,
com os planos de ser médica. Todavia sua mãe e Corbin haviam a inscrito em um
concurso, para concorrer a ser a nova estrela de um seriado musical – nada mais
que o sonho dela – e ela ganha. Hollywood se prepare que Roxy está a caminho!!
“A simpatia às vezes
ultrapassa o limite da falsidade”
Em
378 páginas, que passam voando, temos como foi a inserção de Roxy no mundo do Show Business, sua adaptação, suas
inseguranças, o solavanco da sua carreira, seus aprendizados e é claro, como
todo com YA, tudo regado com muito romance. Que para muitos pode parecer
clichê, por ter um o triângulo, ou losango (?), - use o polígono que preferir –
amoroso, mas acredite este foge totalmente do padrão.
“Pessoas bêbadas são um perigo. Ou
melhor, eu bêbada sou quase um 11 de setembro na minha vida”
Bruna
cria personagens marcantes e bem caracterizados, nada de personagens absurdos.
Como a própria Roxy que tem 16 anos e a maturidade condizente com uma menina
desta idade, e que responde a autoridade de sua mãe. A cantora erra, acerta e sofre as conseqüências por suas escolhas, nada de surreal, nada de “divinização”
da personagem. Além de que deve se considerar que ela está inserida em
Hollywood, assédios, fama, deslumbre, são fatos que mexem com a cabeça de
qualquer um.
“- Não
fique brava comigo. Apenas estou senso sincero. As pessoas são engraçadas,
dizem odiar a falsidade, mas não aguentam ouvir umas verdades.”
A
escrita é maravilhosa, leve, empolgante. Uma narrativa em primeira pessoa que nos
faz entender a cabeça da personagem, suas emoções e sentimentos. Me fazendo
rir, passar raiva e me envolver completamente até acabar. Não tem não como
criar uma torcida para qual dos pretendentes será o sortudo que ganhará seu
coração. {Eu, por sinal, ainda não estou convencida! Meu Shipp não deu certo
hunf}
“... eu andaria para sempre em uma
lata velha caindo aos pedaços, mas nunca abdicaria da companhia dele”
Não
sou muito fã de pop music e conheço
muito pouco da Demi, demorei para descobrir que o título é homônimo a uma
música dela. Que serviu de inspiração para Bruna escrever, já que era uma tiete
de carteirinha aos 16 anos, quando o escreveu.
Encontrei uns errinhos de revisão, não é nada gritante que chegue a atrapalhar a
leitura.
Um livro que vou guardar com
carinho, recomendar a todos e esperar ansiosamente a continuação. Quem ficou
interessado vou deixar aqui a página no
Facebook de La La Land e o site para a compra na
Publiki