planos... planos e mais planos....

Quero fazer planos mirabolantes no meio dos seus lençóis, sonhando com seu abraço apertado ouvindo o som das ondas... com nós dois deitados na grama isolados do mundo sem fazer nada, querendo apenas poder ficar mais um minuto, mais uma hora... mais um dia inteiro.

Vamos planejar nosso final de semana, nem que seja pra ficar no nosso ninho, brincando que o mundo é pequenininho e cabe só no espaço entre minha boca e a sua. Não se engana, não me engana, vamos fazer dos nossos planos realidades, vamos fazer cada item daquela listinha, vamos fazer das nossas promessas verdades.



Quero sua camiseta como pijama, quero você me puxando pra perto quando tento fugir da sua cama, quero poder acordar todo dia com seu sorriso mesmo com aquela sua cara amassada de sono que eu tanto amo. Quero poder não ter que procurar você num travesseiro vazio, mas sim ter seu corpo quente sempre colado no meu.

Gosto de poder pensar no futuro e perceber que em todos os planos você tá incluso, gosto de pensar na pessoa que to me tornando porque você tá do meu lado, gosto de saber que você é a primeira pessoa que eu penso quando acordo... a última antes de pegar no sono... e que você domina até os meus sonhos.

Quero poder continuar sendo dona das suas risadas, quero que sua boca continue desejando só a minha, quero que seus desejos sejam só comigo, quero você pra mim tanto quando eu sou sua. Mas sabe o que eu mais quero?! quero continuar a fazer planos, pra um dia, pra um final de semana... pra uma vida inteira

Ele

....Era esse tipo de pessoa que deixava um rastro por onde quer que passasse. Ele permanecia na memória das pessoas como uma lembrança boa que você gosta de visitar sempre que puder.

Ele chega e ele é capaz de mudar tudo aquilo o que você é se você permitir.



Ele chega e quando vai embora é como se parte de você estivesse indo junto dele.

Mas parte dele, agora, está dentro de você também.


Bruna Fontes - Sob o mesmo teto

Se - Rudyard Kipling



Se és capaz de manter tua calma, quando,
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.

Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.



Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires,
de sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.

Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.

Se és capaz de arriscar numa única parada,
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida.

De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.

Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!





essa dança que a gente dança

Arrasta a mesa coloca pra cá, deixa eu me apoiar, me abraça me beija, me joga em cima dela. Aposto que ela mexe no nosso ritmo... quem nem a cama do seu quarto. Aah... senta no sofá, deita no meu colo, deixa eu fazer você esquecer os problemas do dia-a-dia. Agora joga o sofá pra lá, vamos fazer diferente, mudei de ideia... é minha vez, eu quero seu ombro, seu beijo, seu corpo.

Vai... vem; Puxa, estica; passa, muda de ideia, refaz. Fica comigo. Continua essa dança que não acaba mais. Essa dança que a gente dança num passo dois pra frente dois pra trás.



Me encanta, me espanta, me arranha. Grita, discute, estressa, recomeça. Depois da tormenta, vem a fala mansa, me desenrola, me conta os seus dilemas. Me funde nos seus ideais, nas suas teorias, nas suas reticências, não me deixa pra trás. Me imerge nesse teu mundo tão diferente do meu, não nos deixa pra depois, vem tirar as interrogações dos nossos pontos finais.


Cabeça dura, idealismo, inseguranças... acho que isso que da ritmo pra essa dança. Isso que faz ela dar piruetas, em meio a calmaria dos dois pra lá dois pra cá. Talvez o problema seja que eu não sou uma boa dançarina, piso no seu pé, perco o tempo, me atrapalho por inteiro... enquanto você... você dança, encanta, faz da pista sua sala de estar. ahhh... quer saber?! você não é um pé de valsa, eu não sou tão travada.... é nós... nós não somos uma dança, somos a valsa inteira.